É um verdadeiro malabarismo. Um vai e vem. Ao tempo em que o adolescente se aproxima dos amigos, compartilha ideias, afinidades e interesses, troca as referências dos pais pelas dos pares e faz igual ao outro, também quer ser apenas “si mesmo”.
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Quer entender o que gosta de ouvir, de assistir, saber com que personagem se identifica, quer saber sobre política, religião, morte e ter segurança pra falar sobre tudo isso.
Na busca por se entender e construir o que pensa, fica inseguro. “E se não gostarem de mim por eu pensar assim?”, “E se rirem do que eu falar?”, “Mas eu nem sei o que eu penso, como posso dar a minha opinião?”.
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Por essa necessidade de aprovação, em alguns momentos, o adolescente se anula, se perde, se recolhe ou se afirma. Em geral, de modo desmedido, “erra na mão”. Equilíbrio não é mesmo seu ponto forte agora.
Aos pais, cabe ser lugar de acolhimento, honestidade, espera e esperança.
Ao adolescente, cabe ser o que é, ser esse “busca ser”, esse ser em busca.
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Agora, cá pra nós, esse conflito se encerra mesmo na adolescência?




