Há algum tempo⏳, nossos diálogos não são apenas presenciais. Muitos são mediados: pela tecnologia, pelos telefones, por dispositivos móveis (celulares, smartphones, relógios), pelas linguagens e sistemas de comunicação constantemente criadas por nós.
Justamente aí entram os emojis.
😍🙏💍🙋♂️🤯😊😘💩👍🙈
Todo mundo usa. E sem o apoio da entonação, dos gestos ou das expressões faciais, todo mundo interpreta o que o “outro quer dizer com aquele desenho”.🤷♀️🤷♂️
Na terapia com adolescentes e adultos, eles estão sempre lá: “ele/a me mandou uma carinha piscando o olho e soltando coração😘”, “mandou aquele coração que fica grande e piscando❤”, “só mandou o polegar do desprezo👍”, “na mensagem pra ela, mandou várias carinhas, e pra mim só mandou uma”.
É claro que o contexto ajuda na interpretação de todas as imagens. Mas ainda assim acontecem equívocos, desentendimentos😤, desconfiança, insegurança.
E aí, lá vem: “Não foi isso que eu quis dizer! (aliás, enviar, desenhar, sei lá)”, “O bonequinho que eu mandei não quer dizer isso que você está pensando, não!”.
Ou também vem o silêncio, o não dito. E não se fala mais sobre isso🤐.
O fato é que cada um interpreta 🤔a partir do que conhece do outro, mas também a partir das próprias experiências, expectativas e projeções. Às vezes, se fala sobre o outro com TANTA certeza, que mata qualquer possibilidade de não ser exatamente isso que se pensa.
No trabalho terapêutico, algumas vezes, é preciso falar💬 sobre o significado dos emojis, questionar ❓algumas certezas, mudar de perspectiva e olhar para interpretação que é dada. Interpretação que é sua, e de mais ninguém.
Quando a pessoa se conhece mais💡, olha para os seus sentimentos, suas dores e percebe o que está por trás da interpretação que é dada, fica mais fácil separar o que é seu do que é do outro.
A psicoterapia é libertadora 😍




