Eu não gosto de recomendações padrão

Não gosto de recomendações padrão. Respirar tantas vezes, fazer exercício físico, pensar em coisas positivas… Como não, Keila?

Ok. É verdade. Isso funciona para grande parte de nós, humanos, dessa cultura (não posso afirmar com tanta certeza sobre as demais). Mas não é apenas isso.

Talvez eu deva corrigir a frase… “As recomendações padrão não dão conta de toda a subjetividade”. Isso!

Tem algo que é particular, individual, subjetivo, que tem relação profunda com a minha história, minhas experiências, meus medos e desejos, mais profundos, antigos e escondidos, censurados, que estão ligadas à minha questão, ao meu sintoma.

Por que a ansiedade não é “resolvida” do mesmo modo para todas as pessoas? Por que com tantos posts sobre o tema, recomendações, livros, dados, reportagens, não se dá conta disso?

São muitas hipóteses. Escolho falar sobre uma hoje.

Tem algo que escapa. Algo do sujeito, da sua história, consciente e inconsciente, que está atravessado pela história e cultura daquele tempo e povo. Tem o significado que é construído por cada um. O sujeito nem sabe que sabe, mas sabe. E na análise, na narrativa sobre si, aparece.

E como é mágico quando aparece! Quem faz análise, sabe do que estou falando. E quem não sabe, precisa fazer.
(Oi? “Precisa”? Olha a “recomendação”!) Não sou irresponsável para dizer que não adianta respirar, meditar, fracionar grandes tarefas em tarefas menores, buscar pequenas satisfações para se ‘automotivar’ e dar mais passos. Eu mesma recomendo (olha eu recomendando de novo!) e reconheço a importância destas ações para a saúde mental. Mas isso não é tudo.

É preciso desvendar o que faz aquela ser a MINHA ansiedade. O que faz a minha ansiedade se expressar daquela forma. O que a minha ansiedade representa quando aparece, para o que ela está apontando.

O sintoma é expressão particular de um conflito psíquico. Freud fala que o sintoma passa a fazer parte do sujeito, da sua identidade. Sujeito e sintoma estão tão imbricados que se tornam um só. Então, como “remover” o sintoma? O que fica no lugar se o sintoma “some”? É aí que o sujeito cria. Inventa. Substitui. Redireciona. O trabalho é intenso, mas recompensador!

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Formação e Supervisão

Encontros, rodas de conversa e palestras sobre temas relacionados à Infância, Adolescência, Desenvolvimento, Educação, Escola, Psicologia escolar, Escolha profissional e Psicanálise.

Supervisão para profissionais em Psicologia Clínica (Psicanálise) e Psicologia Escolar.

Orientação Parental​

Escuta e orientação especializadas a pais e/ou responsáveis por adolescentes em temas que atravessam os adolescentes, jovens e suas famílias (relacionamento familiar, relacionamento com os pares, relação com a tecnologia, ansiedade, autoimagem, autoestima, autonomia, disciplina, educação, independência, sexualidade, escolha profissional dentre outros). Ocorre, no mínimo, em duas sessões, e podem repetir-se regularmente.

Orientação Profissional (vocacional)

Suporte especializado para adolescentes e jovens tomarem suas decisões em relação à escolha profissional.

A OP ocorre em 10 sessões, em média. Com o trabalho, o jovem amplia o conhecimento sobre si próprio (aptidões, interesses, habilidades, valores, influências familiares), informa-se sobre as profissões, as carreiras e o mercado de trabalho (o que faz, a rotina, o percurso de formação), entende seu propósito de vida e inicia seu projeto de vida inicial (estabelecimento de objetivos e ações práticas). Todo este percurso capacita o orientando a fazer uma escolha mais madura, consciente e responsável.

Psicoterapia individual

Tratamento com os objetivos de apoiar o paciente em seu desenvolvimento, promover saúde mental e proporcionar condições para o enfrentamento de conflitos e de questões de ordem psíquica e emocional. Ela ocorre na modalidade presencial e/ou on-line.

A psicoterapia é um tratamento de médio a longo prazo. São necessários o estabelecimento de vínculo terapêutico, tempo, técnica e investimento afetivo do sujeito.

Na psicoterapia infantil, lança-se mão de recursos lúdicos que possibilitam a expressão da criança nas mais diversas formas. Para o adolescente, há também recursos apropriados para a faixa etária e necessidade.