Ansiedade é pra ser medicada?

Quem me conhece, acompanha meu trabalho ou é paciente sabe que penso que nem todo mal-estar pede medicação. Nem toda pessoa em sofrimento precisa de 💊remédio.

Essa tendência a transformar as experiências humanas – tristezas, lutos, angústia, agitação – em doenças chama-se Medicalização da vida.

O olhar da Medicina sobre o sintoma é diferente do olhar da Psicanálise. Para a Medicina, sintoma é sinal de doença, deve ser medicado, tratado, removido. Para a Psicanálise, sintoma é sinal de mal-estar, conflito, é sinal de que algo não vai bem e que pode ser questionado, compreendido, ressignificado ou superado.

Em torno do mal estar, o sujeito produz simbolicamente, olha para isso, se pergunta, mergulha na sua história de vida, busca entender e construir resposta. Se convoca a fazer algo com isso. Calar o sintoma 🙊 ou anestesiar o sujeito pode, inclusive, freiar o trabalho psíquico de investigação.

O sintoma também pode ter uma função na vida da pessoa, às vezes ela até obtém um certo ganho com isso (sério! Já escrevi um post sobre esse tema).
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Então, deixar a pessoa sofrer, roer todas as unhas quando ela nem consegue sair de casa e se relacionar é a solução?

Não!

Isso não significa que nunca se deve medicar.
É preciso:
1. Distinguir ansiedade de um quadro de ansiedade patológica/transtorno de ansiedade.
2. Avaliar a temporalidade do sintoma (por quanto tempo está presente) e sua intensidade.
3. Avaliar a proporcionalidade entre as situações e reações físicas.
4. Avaliar o impacto do sintoma na vida funcional do indivíduo (rotina, estudos, trabalho, relacionamentos).
5. Ouvir o psiquiatra que é o especialista para fazer uma avaliação detalhada, sobretudo, prescrever medicamentos, por quanto tempo e a quantidade.

Os estudos na área indicam que os melhores resultados em saúde mental são alcançados quando há intervenções medicamentosa e psicoterápica em conjunto.

Cuide-se!
E cuide de alguém também!

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Formação e Supervisão

Encontros, rodas de conversa e palestras sobre temas relacionados à Infância, Adolescência, Desenvolvimento, Educação, Escola, Psicologia escolar, Escolha profissional e Psicanálise.

Supervisão para profissionais em Psicologia Clínica (Psicanálise) e Psicologia Escolar.

Orientação Parental​

Escuta e orientação especializadas a pais e/ou responsáveis por adolescentes em temas que atravessam os adolescentes, jovens e suas famílias (relacionamento familiar, relacionamento com os pares, relação com a tecnologia, ansiedade, autoimagem, autoestima, autonomia, disciplina, educação, independência, sexualidade, escolha profissional dentre outros). Ocorre, no mínimo, em duas sessões, e podem repetir-se regularmente.

Orientação Profissional (vocacional)

Suporte especializado para adolescentes e jovens tomarem suas decisões em relação à escolha profissional.

A OP ocorre em 10 sessões, em média. Com o trabalho, o jovem amplia o conhecimento sobre si próprio (aptidões, interesses, habilidades, valores, influências familiares), informa-se sobre as profissões, as carreiras e o mercado de trabalho (o que faz, a rotina, o percurso de formação), entende seu propósito de vida e inicia seu projeto de vida inicial (estabelecimento de objetivos e ações práticas). Todo este percurso capacita o orientando a fazer uma escolha mais madura, consciente e responsável.

Psicoterapia individual

Tratamento com os objetivos de apoiar o paciente em seu desenvolvimento, promover saúde mental e proporcionar condições para o enfrentamento de conflitos e de questões de ordem psíquica e emocional. Ela ocorre na modalidade presencial e/ou on-line.

A psicoterapia é um tratamento de médio a longo prazo. São necessários o estabelecimento de vínculo terapêutico, tempo, técnica e investimento afetivo do sujeito.

Na psicoterapia infantil, lança-se mão de recursos lúdicos que possibilitam a expressão da criança nas mais diversas formas. Para o adolescente, há também recursos apropriados para a faixa etária e necessidade.